Livros ||| O preço inteligente

Há algum tempo li um livro que mudou – e muito – a minha forma de pensar sobre a oferta de produtos e serviços: “Free: Grátis: O futuro dos preços“. Um conceito revolucionário me era apresentado (e em alguns casos onde já era visto, explicado), e ideias mil passaram pela cabeça. Imaginei que aquilo era o ápice do negócio, a melhor forma existente – e por quê não a mais inteligente ? – de se “cobrar” por algo. É tão bom quando vemos que nos enganamos nestes casos … 😀
O grátis “era” a forma mais inteligente, e diferentes, de cobrança ! Em “O preço inteligente” (Campus/Elsevier, 2011) vemos que o grátis é apenas uma das formas inteligentes de se fazer dinheiro, e que agradam muito os consumidores. Apresentarei apenas algumas das possibilidades, para não estragar a experiência que você terá ao ler esse livro. Entendeu ? Esse livro PRECISA ser lido. Ok ?
Pague o quanto quiser
Parece loucura, mas dizer ao cliente que aquele produto/serviço não tem um preço definido – podendo ser até mesmo de graça -, quem dirá o quanto quer pagar é ele mesmo, é uma ótima forma de ganhar dinheiro. Já imaginou você ter um restaurante, ou lançar um disco (um álbum de músicas …), ou um livro, sem definir o quanto vale aquilo, sem um preço pré-definido ? Acredite … muita gente imaginou, e o melhor: implementou essa ideia em seu empreendimento. E por mais incrível que possa parecer está ganhando dinheiro com isso.
O caso mais famoso foi o da banda Radiohead, que adotou a estratégia para o lançamento do álbum “In Rainbows“. As músicas eram oferecidas através da internet, para download, e os interessados é que determinavam o quanto pagariam por isso. Agora quer ficar perplexo ? A banda ganhou mais com as vendas digitais desse álbum do que ganhou com o trabalho anterior, onde o disco era tradicional – mídia física -, e tinha um preço tabelado. 🙂
Pague o quanto quiser – Mas eu posso não aceitar …
Como uma variante do método anterior, o “pague quanto quiser … mas pode ser que eu não aceite” trouxe de volta ao vendedor o controle sobre suas vendas. O cliente teria o “aparente” controle sobre o valor de compra, mas como havia a possibilidade de corte da oferta, pelo vendedor, a possibilidade do grátis não existia. Na verdade o preço mínimo era aquele que o vendedor estava disposto a oferecer, porém os compradores que fizessem uma oferta superior ao valor mínimo teriam a – falsa – impressão de que eram eles que estavam determinando o preço.










