Clube do Pai Rico
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Título de Capitalização = Poupança forçada ?

O texto de hoje foi feito especialmente após ler o comentário do amigo Ismael, no post onde o “golpe” dos títulos de capitalização é debatido. Uma luz amarela é acendida aqui na “sede” do Clube a cada vez que algo do gênero é dito. E o pior ? Muita gente afirma de pé junto que essa é uma “boa estratégia”. (sorry … não é nem estratégia … e muito menos boa)

Em seu questionamento o Ismael pergunta se os títulos de capitalização não oferecem uma “proteção” ao pequeno investidor, por ter uma barreira na retirada. (se tirar antes do “vencimento” você precisará pagar uma “multa”) Será ?

Facilidade = … ?

Os Títulos de Capitalização são oferecidos em todos os bancos, parece até aquelas pessoas no meio de Nova Iorque que te oferecem os passeios guiados pela cidade, quando você se livra de um surge outro ao seu lado. 😯

Nas agências bancárias a situação é parecida: no caixa existe um cartaz “enaltecendo as vantagens” dos títulos de capitalização (o lado do sorteio, só …). Durante o atendimento é bem provável que o “incrível investimento” lhe seja ofertado, ou pelas comodidades ou pelo “magnífico” rendimento ofertado. (isso quando não abrem o jogo e falam que estão oferecendo porque precisam fechar a cota do mês …) Se passar na mesa de seu gerente após o atendimento do caixa é provável que lhe ofereçam mais uma vez …  Resumindo: algo que precisa de tanta insistência não deve ser muito bom, não é mesmo ? (ao menos para você, para o banco é uma maravilha !!)

São várias as vantagens destacadas, dentre as quais:

– A chance de se ganhar um prêmio !

Os títulos de capitalização sempre têm em sua raiz um prêmio, que virá na forma de sorteio. Pode ser dinheiro ou um outro tipo de prêmio.

– A facilidade do depósito automático !

Este é o fator que convence os que não foram atraídos pelo canto da sereia dos prêmios … No título de capitalização você não precisa se preocupar com os depósitos mensais, o banco faz isso automaticamente para você ! Que coisa boa, não é mesmo ? Que comodidade … Que praticidade … Que … cara de pau. 🙁

– A proteção contra você mesmo !

Se não foi abatido pelo canto, nem pela rede é a hora de usar explosivos nesta pesca ! Que tal um investimento que te protege do pior dos agentes externos … você mesmo ! Sim !! O título de capitalização oferece uma proteção contra você, contra um momento que você caia em tentação e decida sacar o dinheiro lá investido. Para que autocontrole ?

[Sarcasmo Mode = OFF]

Claro … nenhuma delas é realmente uma “vantagem”, mas na hora da venda se tornam uma poderosa arma nas mãos de quem está oferecendo o “investimento” para você.

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Educação Financeira e as crianças

É interessante começar a perceber algumas mudanças ao nosso redor quando o assunto é Educação Financeira. As pessoas começam a falar sobre o tema (antes era um verdadeiro tabu …), começam a partir em busca de informação e conhecimento, começam a tratar o assunto como coisa corriqueira. E isso é muito gratificante ! 🙂

Mas … em muitos casos, são pessoas que já enfrentam problemas financeiros, que estão tentando encontrar alternativas para a sua situação. (e não há nada de errado nisso, muito pelo contrário !)

Já imaginou se o assunto fosse abordado desde cedo, quando ainda crianças, onde as “lambanças” ainda não foram feitas e estamos aptos a aceitar novos conceitos mais facilmente ? Já pensou se tivéssemos publicações destinadas ao público infantil ? Pois bem … elas existem !! 😀

É muito legal ver algumas iniciativas surgindo (e outras ganhando força), justamente nesse nicho, Educação Financeira Infantil. Ainda não são tannntos títulos assim … mas só de pensar quem há 10 anos os livros de Educação Financeira (como um todo …) se resumiam a – quem sabe – uns 10 títulos … 😉

Quer algumas sugestões para iniciar seus filhos nesse “mundo” sem fronteiras ? Lá vai ! 🙂

Pai Rico em Quadrinhos

Acredito que esta seja a melhor forma de apresentar uma criança aos conceitos divulgados por RK em sua série de livros. Linguagem própria para crianças, desenhos que incentivarão a leitura delas. E o melhor, com os conceitos corretos. 😉

Nota do Site:

4 Moedas

Pai Rico em Quadrinhos
ROBERT T. KIYOSAKI SHARON L. LECHTER

Editora: Campus
Ano: 2005
Edição: 1
Número de páginas: 64
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Complemento: Nenhuma

Compre seu livro no Submarino

Livros de Álvaro Modernell

Acredito que ele tenha sido um dos primeiros a focar no assunto. Já são 6 livros da “série”, com linguagem bem infantil mesmo, quase como livros de conto de fadas, sabe ? Ideal para as crianças mais novas que desejam (e precisam) ser apresentadas ao tema. 🙂

Você poderá olhar diretamente no site do autor.

Revistinha da Marvel “Os Vingadores”

E para aproveitar o momento do lançamento do filme – que a propósito … é bom demais ! – o pessoal da VISA e do @financapratica, lançou um gibi, revistinha, comic book (como quiser chamar, hehehe) dos heróis abordando o tema de uma forma bem simples e prática.

Existe uma versão gratuita e disponível online em http://www.financaspraticas.com.br/vingadores

E você …

Conhece alguma outra publicação destinada exclusivamente ao público infantil ? 🙂

Como o Zé deixa de ganhar dinheiro na Bolsa

É … sabe aquelas ocasiões em que você deseja poder bater sua cabeça, violentamente, contra uma parede até que tenha a certeza de que a lição foi aprendida, para garantir que nunca mais volte a acontecer ? Pois bem, ontem foi uma delas …

Como você pode acompanhar através do “Aluguel de Ações”, eu estava com uma operação montada em PETRE20, visava o não exercício dela, estava vendido nela. (era uma trava de E20 com E21) O potencial de lucro ? R$0,85. O potencial de perdas ? R$0,30. (no máximo, a perda máxima seria de R$0,30)

A operação foi montada no início do exercício, ainda no mês de abril, enquanto o papel estava “bem” acima dos R$19,54, que era o strike da PETRE20. O estudo que fiz da situação e do gráfico me apontavam essa possibilidade. No início a coisa demorou a andar a favor da operação, até que a queda veio, mas o objetivo (os R$19,54) ainda estavam longe. Mas “sem problemas”, o limite de perdas já estava definido e portanto estava tudo andando dentro do planejado.

Até o momento em que tudo caiu, na verdade desabou. Os R$19,54 começaram a se aproximar. Foram rompidos. Virou R$18,xx … o negócio estava garantido. Porém a venda não ia para a região de lucro máximo, pois o tempo ainda dava gordura à opção. Seria necessário deixar o tempo passar, o dia do exercício chegar, para que a faixa dos poucos centavos (de preferência apenas 1) chegasse.

E chegou … na sexta, dia 18. Era hora de zerar ? Ou deixar a operação morrer sozinha ? Afinal o papel precisaria subir quase 5% para que os comprados conseguissem garantir o exercício da E20. Naquela situação parecia ser o cenário menos provável …

Errei.

O papel começou a subir “devagar e sempre” durante o pregão da segunda, e com ela a cotação das E20 … Zerar ou não zerar ? Os R$19,54 ainda não haviam sido atingidos … Os vendidos entrariam em campo e garantiriam o não exercício das E20. Errei …

Bom, o resultado final acredito que todos devam ter visto, quase 7% de alta da PETR4, num movimento poucas vezes visto. Fui exercido na venda, que naquele momento era uma venda “descoberta”, cada centavo de alta no papel era 1 centavo de “perdas” para mim.

Lembra que falei que a venda foi de R$0,85 ? Portanto este era o meu lucro na sexta de tarde … Portanto eu estava “protegido” de perdas até os R$20,40. Zerei na faixa dos R$20,30 …

Legal, não é mesmo ? De um lucro “garantido” de R$0,85, virou um de R$0,10. Que bom, não é mesmo? #NÃO

Errei.

Eu errei, não foi o mercado que foi contra a minha operação. Eu errei, não foi o time dos comprados que “preparou uma armadilha”. Eu errei, ninguém mais, além de mim, teve culpa nesta “perda”. É uma perda meio estranha, pois não precisei colocar dinheiro para zerar a operação, precisei apenas devolver o dinheiro que já era meu, mesmo não tenho zerado a operação ainda.

Errei.

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Dia das(os) … (complete a frase à seu gosto)

Você, assim como eu, já deve ter parado para pensar (inúmeras vezes …) no real sentido dos dias “comemorativos”: dia das mães, dos pais, das crianças, dos namorados, da mulher, etc, etc, etc. São muitos, estes são os principais, mas a cada ano que passa surge um novo dia a ser “comemorado”. Qual é, de verdade, o motivo para a existência deles ? Demonstrar carinho, afeto, respeito, ou meramente para dar uma “lembrancinha” ?

Muitas vezes a impressão que tenho é que estas datas existem apenas para o lado consumista da coisa mesmo … Já viu como o comércio se empenha, e fica feliz com os resultados obtidos ? Essa você provavelmente já saiba, mas não custa nada repetir: sabia que o dia das mães é o segundo melhor momento do ano para o comércio ? Sim … só perde para o Natal ! 😯

(que por sinal também já teve seus valores desvirtuados, direcionado somente ao comércio em si … – restando “bolsões de resistência”, claro)

Comprar, comprar e comprar !

Claro que a maior motivação para o texto de hoje foi o dia de ontem, o dia das mães. Foi impressionante ver os dias passando, e o domingo chegando, e observar o comportamento das pessoas nas lojas e shoppings da vida … todos lotados, todos desesperados para “garantir o melhor” para suas mães. Quando vejo tais cenas me pergunto: “Não seria mais interessante ‘comemorar’ o dia junto às mães, sem presentes, mas sendo um bom filho durante o ano todo ?” Porque esta é a sensação que muitas vezes tenho, as pessoas fazem m**** o ano inteiro, mas no dia das(os) … são os melhores filhos, pais, maridos, esposas …

As pessoas – em sua imensa maioria – acreditam que o presente que estão dando naquele dia “especial” é o suficiente para quitar todas as dívidas (e não estou falando em termos financeiros … ok?) que têm umas com as outras. Acreditam que ao dar aquele presente estarão “resetando o contador” de erros que tiveram durante todos os últimos 365 dias … liberando-os para voltar ao “normal” nos próximos 365.

Muita gente reclama dos pais que enchem seus filhos de presentes e mimos na tentativa de substituir (e reparar) sua ausência. (por trabalharem demais, por exemplo) Não estaríamos fazendo a mesma coisa em todos os outros níveis de convivência ? Não estaríamos, mais uma vez, tentando “comprar” as outras pessoas ?

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Dê boas vindas à “nova poupança” !

Depois de ter sido o assunto da semana (e antecipado em algumas horas aqui no Clube, hehehe) o tema Caderneta de Poupança volta à tona ! Que tal dar uma olhada nas novidades que a poupança lhe reserva ? (e se for de seu agrado, com o ponto de vista que só o Clube do Pai Rico lhe oferece) 😉

Como havia sido dito, ou diminuíam o rendimento da poupança ou o movimento de queda na taxa de juros (a SELIC) não poderia ter continuidade. Aparentemente deram preferência pelo aquecimento (e crescimento) da economia. 🙂

As mudanças na poupança finalmente chegaram. Algumas regras ? Sim, mas nada que não seja facilmente compreendido. Na verdade, quem vai ter trabalho “de verdade” será o pessoal de TI dos bancos, hehehe.

A regra é clara. (by Arnaldo)

São duas considerações básicas, ou melhor … uma: a SELIC está acima ou abaixo de 8,5% ao ano ?

Se estiver acima de 8,5% ao ano fica tudo como está. Poupança rendendo 0,5% + TR, ao mês. Se estiver em, ou abaixo de 8,5% ao ano é que a coisa muda e entra em ação a nova regra: 70% da SELIC + TR. Viu como é simples ?

Mas claro … toda e qualquer alteração de regra traz algum receio às pessoas. Ainda mais uma regra que estava em vigor a tanto tempo. (essa regra da poupança estava entre nós há muitos anos …) E se for uma alteração que venha a trazer algum “prejuízo” então … é dor de cabeça “na certa”.

Prejuízo ?

Antes de mais nada: não, a alteração não trará prejuízo algum. Tá tá tá … quem investe na poupança terá um rendimento menor do que o que estávamos habituados, porém as consequências dessa mudança são tão boas (ao menos em teoria, ok ?) que não temos motivo para reclamar. 🙂

Graças à mudança teremos a possibilidade de vermos a nossa taxa básica de juros em níveis muito mais próximos da encontrada em países de primeiro mundo. (ainda se usa esse termo ?) Já imaginou atingirmos faixas de 1% … 2% ao ano? 😀

Já pensou em poder comprar um imóvel com taxas próximas a 5% ao ano ? Sim … essa mudança abre este tipo de possibilidade ! 😉

Ok … e agora, o que faço ?

Mas a parte que mais incomoda a grande maioria é realmente sobre a influência desta mudança em seus próprios bolsas, correto ? Fique frio, a mudança é “mínima”.

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