Clube do Pai Rico
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A maior sinuca de bico do ano ! (para o governo …)

Ou seria de todo o mandato ? Ou ainda “da história recente” ? Bom … deixa pra lá, o que importa é que estão com um baita problema para resolver.

Percebi que tem MUITA gente que ainda não entendeu o real motivo para estarmos tão preocupados com a briga entre investimento de renda fixa (atrelados à SELIC) e a poupança. Vendo isso achei por bem trazer o tema de volta à tona para tentar sanar as possíveis dúvidas que ainda existam.

São muitos os pontos que geram esse atrito, falarei sobre os que me lembro e considero pesar na balança.

Antes de mais nada, você entende por que existe a briga entre as duas modalidades de investimento? O tema foi (mesmo que superficialmente) abordado nos dois últimos “Pergunte ao Pai Rico” (o 218 e o 219) e precisa ser compreendido. O rolo está formado porque os investimentos atrelados à SELIC começam a sentir a concorrência da poupança, o rendimento das duas modalidades começam a ficar muito parecidos.

O rendimento da poupança é “fixo”: 6% ao ano + TR (que é a parte variável dela, mas varia bem pouco …), o que faz com renda algo próximo a 7% ao ano. Em 2011 rendeu 7,5%. Este é o rendimento, não existe incidência de Imposto de Renda nem de uma taxa de administração. É um rendimento limpo, inteiro, todinho pra você.

O rendimento dos investimentos atrelados à SELIC são justamente isso: atrelados à SELIC. Quando há uma reunião do COPOM e a taxa de juros é alterada estes investimentos sofrem também alteração em seus rendimentos. (eles não são diretamente ligados à SELIC, mas ao CDI. Porém o CDI é praticamente o valor da SELIC, portanto …) Massssss os investimentos deste tipo têm alguns custos. Todos eles sentem o peso do IR, determinado pela tabela de tributação para este tipo de investimento. Além disso, têm – com exceção do CDB – mais um custo, o da taxa de administração.

Portanto, mesmo que um renda perto de 7%, e o outro perto de 9%, fazendo-se as contas vemos que eles acabam rendendo “a mesma coisa”. (ou um pouco mais, um pouco menos)

Tá … mas qual o problema do governo com isso ?

Olha … garanto que é um problemão, daqueles gigantes !

Você sabe que os investimentos de renda fixa, em sua maioria, investem em títulos públicos, títulos do tesouro, correto ? Estes títulos tem uma função muito importante para o governo: gerar dívida para “ele. (mas quem paga o pato na verdade é a população)

Gerar dívida é uma coisa, mas existe uma outra função – quem sabe ainda mais importante -, que é a rolagem da dívida. Quando o governo não tem dinheiro em caixa para sanar a dívida, ou simplesmente “não queira”; novos títulos são lançados para substituir os que estão vencendo. Desta forma a dívida é jogada para a frente e ninguém precisa desembolsar dinheiro algum.

E garanto para vocês que os nossos títulos públicos são “os melhores” do mundo, pois pagam a segunda taxa de juros reais mais alta do mundo. (sem contar que em termos numéricos é uma das melhores também) Os gringos adoram essa mamata, dinheiro fácil e que paga muito. (nos EUA, por exemplo, eles conseguem algo próximo a 2% ao ano … brutos, sem levar em conta inflação nem IR)

Então é do interesse do governo ter seus títulos com um rendimento superior ao de outras formas de investimento similares. E é ai que entra o rolo da poupança …

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Orgulho de ser brasileiro !!

Eu estava preparado para escrever um “belo” texto, enaltecendo as conquistas de nossos cidadãos, mas …

Bom … fique com um vídeo que vai encher seu peito de orgulho e você – certamente – gritará: “Yeahh !! Sou brasileiro !!”

Livros ||| Privilégio Exorbitante

Você alguma vez já parou para pensar em como o dólar se transformou na moeda mais importante do mundo ? Em como ela assumiu a liderança ? Em como ela se tornou sinônimo de segurança ? Ou pensava que isso acontecia desde sempre ? (não se esqueça que é uma moeda “jovem”, pouco mais de 200 anos)

O que veio antes ? A moeda forte ou o país forte ? (em termos de finanças e do poderio militar)

Sabia que antes de o dólar ser a moeda “universal” quem dava as cartas era a libra inglesa ? (que coincidentemente era o poder militar “do mundo” antes dos EUA)

Conhecer toda a história do dólar foi muito legal ! Ver a sua criação, as primeiras tentativas de assumir a liderança, até o momento em que realmente conseguiu. Ver os problemas que vêm ocorrendo desde que os olhos do mundo miram apenas uma direção … e foram vários os momentos de aperto.

Consegue imaginar em um concorrente ?

Você consegue imaginar que o mundo pare de falar a língua do dólar e passe a falar um novo idioma ? Apostaria em quem: Euro ? Yuan ? Ou uma 100% “mundial” … ?

É complicado pensar nisso, não é mesmo ? O Euro seria aposta “certa”, mas do jeito que as coisas estão lá na Europa … não coloco minha mão no fogo não … Yuan ? Teoricamente tem grandes chances de assumir a liderança, se traçarmos alguns paralelos EUA e China apresentam sinais parecidos hoje – China – em relação a “ontem” – EUA.

História !!

Mas o mais legal é que tudo é apresentado de uma forma muito interessante, praticamente uma aula de história ! Nada de economês (que foi uma das minhas reclamações do livro “Taxa de câmbio no Brasil“, e que poderia ter acontecido aqui também …), fatos históricos e mais fatos históricos !! 🙂

Não preciso nem dizer o quanto gostei, não é mesmo ? 😀

Mas o mais interessante mesmo é fazer a leitura tentando imaginar quem seria o substituto natural … (e eu já fazia antes de o livro abordar isso diretamente !)

Ah ! Já imaginou o Real sendo esta moeda mundial ? Segundo o autor isso é muito difícil … já se fosse uma regional … Sim, o Brasil é citado muitas e muitas vezes, na verdade ele é usado como o principal exemplo para termos uma moeda aceita mundialmente ! (os exportadores de café que o digam !)

Bom, melhor do que ficar falando e falando é você ler o livro também. 🙂

Ah ² !! O livro é atual, de verdade. Inclui muita coisa sobre a crise do subprime e a Europeia ! Então não é algo que ficou para trás … é tudo recente, em ponto de bala ! 😀

Nota do Site:

5 Moedas

Privilégio Exorbitante
Barry Eichengreen

Editora: Campus Elsevier
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 216
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Livros ||| Investimentos

Está ai um livro que adotou uma estratégia diferente para abordar do tema Educação Financeira. Em “Investimentos” (Campus/Elsevier, 2011) o autor, Martin Casals Iglesias, dá um enfoque diferente ao tema … ele parte de frases e histórias (e estórias também …) que estão há muito no conhecimento público para falar sobre grana, sobre finanças, sobre investimentos.

Uma única observação … achei o livro mais voltado ao tema Educação Financeira, sobre o que é necessário para saber para investir, mas não sobre investimentos “na prática”. (e que era o que eu imaginei encontrar no livro antes de iniciar a leitura, hehehe)

Mas tirando isso, um ótimo livro !

Nossas tradições voltadas às finanças !

Você conseguiria falar sobre Dom Quixote, o “jogo” quincunx, o Eldorado, o futebol, usar poemas e histórias mais tradicionais para falar sobre finanças ? Eu nunca havia ! E achei que Iglesias fez isso de forma sensacional ! Sabe quando algo lhe é tão familiar que parece prender ainda mais sua atenção ? Pois bem, isso ocorreu durante esta leitura. 🙂

Muito, mas muito interessante mesmo. Não tenho como entrar em muitos detalhes sem estragar muitas das surpresas que esta agradável leitura lhe reserva. (aqui você poderá “folhear” as primeiras 14 páginas dele, incluindo seu sumário)

Considerei um livro muito bom, especialmente para quem deseja mudar um pouco a forma de observar (e ser apresentado) certas peculiaridades do mundo das finanças.

Nota do Site:

4 Moedas

Investimentos
Martin Casals Iglesias

Editora: Campus Elsevier
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 160
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Livros ||| Taxa de Câmbio no Brasil

Economia definitivamente não é a minha praia. 🙂

Lembra que há algum tempo falei sobre quais os cursos que (teoricamente) trariam mais benefícios – e vantagens competitivas – para quem está interessado “apenas” no mercado financeiro ? Foi durante a leitura deste livro que cheguei a essa conclusão, hehehe. Até então imaginava que o curso de economia (talvez) pudesse trazer alguma vantagem real …

Sim, o livro “Taxa de câmbio no Brasil(Campus/Elsevier, 2011) não fala diretamente do mercado financeiro, mas foi a essa conclusão que cheguei após a leitura de suas quase 300 páginas. 😀

Um livro interessante, muito interessante na verdade, para quem busca mais informações sobre o tema câmbio de um ponto de vista de um economista. Ok … quem sabe alguém da área de comércio exterior também possa tirar proveito do que é apresentado. Mas para aplicação real no mercado financeiro … acho que não.

Mas do que fala o livro ?

Muita coisa. 🙂

De como as coisas se comportam por causa de uma taxa de câmbio “x” (seja alta ou baixa), ou de como a taxa de câmbio se comporta em relação a alguns sinais da economia. Coisa do tipo: “Como se relacionam a taxa de câmbio e a arrecadação municipal”, ou “Existe alguma ligação entre a poupança doméstica e o câmbio ?”. Mas creio que o maior destaque tenha sido dado para as consequências para as nossas exportações por causa do câmbio e os preços das commodities no mercado internacional e a nossa taxa de câmbio.

Consegui conhecer um pouco sobre uma área que tinha conhecimento “zero”, o que foi de grande valia e era o objetivo com essa leitura. Mas de brinde ganhei algo muito especial: descobri que tenho paciência zero para o lado 100% econômico da coisa … Impressionante, era só o economês começar para que o ritmo da leitura caísse pela metade … a um terço !!

O livro apresentou um trabalho sério, ou melhor, alguns, pois cada capítulo, que apresenta um tema diferente, foi feito por autores diferentes. Uma profunda pesquisa foi feita para apresentar tudo o que ali foi dito. Mas definitivamente não é a minha área … 🙁

Indico a leitura para quem seja da área econômica, esteja envolvido com alguma atividade relacionada ao comércio exterior ou então que seja tarado pelo lado teórico das coisas. (mesmo com tudo quanto é dado que nos é apresentado a teoria se destaca em cada uma das páginas do livro)

 


Nota do Site:
4 Moedas
Taxa de Câmbio no Brasil
Marcio Holland

Editora: Campus Elsevier
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 320
Acabamento: Brochura
Formato: Médio