Clube do Pai Rico
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Quanto preciso ter para me considerar financeiramente independente ?

Pergunta:

Olá Zé, tenho lido muito os artigos do blog, parabéns pelo trabalho.

Sempre fui do tipo que não guarda nada e no inicio do ano quando conheci o blog mudei totalmente e venho desde então tentando zerar minhas finanças para começar a investir. Não tenho divida alta além de um financiamento do carro que teoricamente foi taxa zero. Serão mais 18 meses para pagar. Mas eu sempre gastei muito, dois cartões de crédito em media R$ 3.000 por mês em cada. Minha empresa estava lucrando bem e seguia esse padrão, porém inicio o ano a empresa já não estava tão bem, mudei os planos, novos caminhos a seguir e vem sendo uma tarefa árdua reduzir esses gastos, mas tenho atingido minhas metas mês a mês, plano que comecei após a leitura do desafio.

Recentemente vendi um carro que me rendeu R$ 17.000,00 que inicialmente seria meu colchão de segurança. Mas ainda não decidi onde aplica-lo e estou usando para capital de giro para minha loja virtual, penso em deixar esse dinheiro em uma aplicação de liquidez diária, para que possa continuar comprando para revender os produtos da loja. Além da Loja eu trabalho registrado em uma empresa onde tenho ganhos de aproximadamente R$ 3.500,00 ao mês. Esse é o valor que eu necessito para viver hoje, com todas as contas adquiridas antes do inicio da nova fase financeira, quando conseguir zerar poderei começar a guardar e aumentar esses R$ 17.000, acho que em mais uns 4 meses já estarei guardando em torno de R$ 500,00/mês.

Minha grande duvida é, quanto eu precisaria ter investido para poder alcançar a independência financeira hoje.

Obrigado,
Ricardo

Resposta:

Bom dia Ricardo,

Muito obrigado ! É muito gratificante saber que o nosso desafio teve esse poder transformador em você. 🙂

Este é o relato de grande parte da população, que ao atingir um maior volume de ganhos, acaba aumentando o volume de gastos também. É a famosa corrida dos ratos que nos foi apresentada por Robert Kiyosaki em Pai Rico Pai Pobre. A maioria só se dá conta de que isso aconteceu quando a renda diminui e a coisa começa a apertar …

Enquanto o dinheiro entra “facilmente”, e o excesso de gastos não representa nenhum tipo de problema, a coisa gira que é uma maravilha. Mas basta o cenário mudar um pouco para que o eixo entorte um pouco e a roda comece a cambalear. 🙁

corrida dos ratos humana

A redução destes gastos é exatamente o que você disse: uma tarefa árdua. Quem quer abrir mão das comodidades e benefícios gerados pelos gastos mais elevados ? É um corte na carne, que precisa ser feito, mas que enfrenta grandes dificuldades (muitas vezes de ordem psicológica, apenas). Para os que precisam de sugestões de onde encontrar possíveis fontes de corte, menos doloridas, reuni os posts relacionados ao assunto nesta área. 🙂

Sobre a tua pergunta, em específico: quanto dinheiro você precisa ter para atingir a Independência Financeira, partindo do fato que você tem gastos mensais na ordem de R$3.500,00. Hoje, e que fique bem claro que isso se refere a hoje, Você precisaria ter, aproximadamente, R$350 mil.

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Zé, como você faz para usar o seu dinheiro do CDB em época de vacas magras ?

Pergunta:

Olá boa noite!!! Adoro o site de vocês e sempre busco estar ligado nas dicas todos os dias. Estou precisando de um conselho e gostaria muito da opinião de vocês como consultores financeiros. Sou funcionário do ramo offshore e com essa queda nas atividades estou sofrendo o mesmo que muitos brasileiros. Estou desempregado no momento e tendo bastante dificuldade de retornar minhas atividades pois as atividades desse rama ando de piorando a cada dia. Eu possuo 200k um investimento em CDB que está me rendendo 100% do CDI com liquidez diária. Estou nesse investimento a quase dois anos, e estava pensando em começar a realizar saques mensais referentes ao valor do rendimento. Penso nisso pois as contas continuam chegando e preciso de mais tranquilidade para realizar esses pagamentos. Estava pensando em usar esse dinheiro do rendimento mensal para realizar esses pagamentos.

Já passou por essa necessidade? Gostaria de saber qual seria a melhor forma de realizar esses saques todo mês.

Obrigado!!

Sucesso..

Resposta:

Bom dia Gabriel,

Muito obrigado ! O que compartilho aqui no Clube é uma forma de retribuir por tudo o que tenho, de contribuir para que outros possam chegar lá também. Uso como exemplo as coisas que faço, que uso, que conheço. São poucos os textos que publiquei após pesquisar exclusivamente para a criação de um post. Portanto, priorizo o lado prático da coisa. Deixo a “teoria” para os livros. 😉

E isso me chama a atenção para um trecho do seu questionamento: a minha opinião não é a de um consultor financeiro. A minha opinião é a de quem se envolveu bastante no mundo das finanças por necessidade, por gostar do assunto, para tentar encontrar a melhor maneira de fazer com que as minhas próprias economias tenham um rendimento mais interessante. Se possível, um pouco acima da média.

A sua pergunta me dá a oportunidade de falar sobre o que faço. Exatamente o que faço. 😀

Se eu já passei pela necessidade de usar a grana que está aplicada em meus CDBs ? Claro ! Lembra que no final do ano passado publiquei um texto falando sobre como fico de tocaia, aguardando pela melhor oportunidade de entrar em uma operação ? Falei sobre isso no post “Em busca da próxima oportunidade de investimento“. Nele falo sobre como procedo em minhas operações, esperando pelo momento mais oportuno de iniciar um trade.

Muitas vezes fico semanas sem ficar posicionado, seja na compra ou na venda, por não ter nenhum sinal mais claro de como operar. Existem momentos do mercado onde tudo parece muito indefinido. Por que entrar em uma operação somente por entrar ? Sem ter nenhuma sinalização que nos dê um pouco mais de “certeza” sobre a direção das cotações? Entrar por entrar, para fazer dinheiro, é muito perigoso …

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Livros ||| Mara Luquet: o meu guia de finanças pessoais

mara luquet o meu guia de finanças pessoais girado pq

O livro começa falando de viagens de compras … Um livro sobre Educação Financeira falando sobre isso ? Mas como ?! 😯

É … confesso que me assustei com as primeiras páginas. Mas com o passar do tempo, conforme a leitura foi fluindo, vi que este era apenas um dos aspectos deste livro. Mara Luquet fez um livro, onde apresenta um guia de finanças pessoais que foca em uma questão: Por que você quer investir ? Qual é o motivo disso ? Por que você abrirá mão de seus confortos e desejos o presente, para ter uma quantia maior no futuro ?

Ela gosta de viajar e de fazer compras, portanto é nisso que ela usa seu dinheiro. Mas e você, qual será o destino do dinheiro acumulado/conquistado ?

Uma viagem para o Butão

Meio “estranho” uma viagem ao Butão, com todos os seus templos e monges, servir como cenário para o desenvolvimento da história que faz o background do conteúdo em si. Ainda mais para uma pessoa que confessa sua paixão por compras. 🙂

Ou não ? Não seria interessante justamente este contraste entre os paraísos das compras (Nova York, Londres, Paris …) e a vida simples encontrada em uma região como essa ? Sem cartão de crédito … Sem shoppings … Mal e mal sem internet. 😉

Não seria interessante usar um cenário onde o dinheiro “não tem valor algum” para demonstrar justamente o quão importante é o dinheiro que você ganha, o dinheiro que você investe, o dinheiro que você acumula ? Não seria interessante usar a realidade de um povo que não precisa do dinheiro, para que você reflita sobre a forma com que usa o seu ?

Como disse, no começo estranhei … Depois fui refletindo (e possivelmente digerindo as informações) e passei a encarar desta forma.

Se foi este o propósito, parabéns Mara, ótima sacada ! 😀

Um pequeno guia sobre finanças

Sim, um pequeno guia. Muitos aspectos relacionados ao mundo das finanças são abordados no livro. Alguns de forma muito superficial. Outros dentro do necessário. Algo como “olha, existe isso … funciona mais ou menos desse jeito … se te interessou, aprofunde-se em seus estudos”. Sabe ?

Algo que muitas vezes é interessante, principalmente quando o púbico alvo é formado por pessoas sem qualquer intimidade com o assunto. Pessoas que muitas vezes têm verdadeiro pavor sobre o tema. Pessoas que quando veem alguém falando sobre finanças trocam de calçada e vão para o outra lado da rua.

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A verdade por trás da manchete: Poupança tem retirada recorde para o mês de maio

 

porquinho quebrado

Ontem fomos agraciados com uma notícia interessante e agradável do ponto de vista da Educação Financeira: Poupança tem retirada recorde para o mês de maio. A maior desde 1995. (que foi quando iniciou a série histórica)

#TodosComemoram #SQN

Mas por que esta notícia tão boa não me agrada ? Simples: a comemoração acontece pelo motivo errado. Simples assim.

Por que estão tirando o dinheiro ?

A comemoração ocorre por causa de uma “possível” mudança de mentalidade do brasileiro. Ele estaria saindo da poupança por causa do baixo rendimento oferecido por ela. Com um retorno real negativo no último ano (8,5% contra 10,67%), os poupadores teriam despertado e agora estariam direcionando suas economias para outras modalidades de investimento.

Tesouro Direto, CDB, fundos de renda fixa, são tantas as opções que existem agora … Claro, CDBs de bancos “pequenos”, com rentabilidade acima de 100% do CDI e aporte inicial de “apenas” R$1.000, fundos de renda fixa com taxas abaixo de 1% (quase inexistentes para valores mais baixos), são alternativas viáveis para alguns. Porém ainda não passam de um desejo para outros. Muitos para falar a verdade …

A mudança é natural em uma economia que começa a ganhar mais investidores instruídos. Mas … será que esta é realmente a nossa realidade ? Sinceramente ? Eu não acredito nisso …

Você, que investe nestas outras modalidades de investimento, sabe que a aplicação nelas não é tão trivial quanto ao de uma caderneta de poupança. A mais tradicional forma de investimento dos brasileiros não exige conhecimento algum, apenas o depósito puro e simples em uma “conta do banco”. No caso dos CDBs e dos fundos de investimento, é necessário pelo menos a solicitação de aplicação.

Já para o Tesouro Direto … Infelizmente, por mais simples que a aplicação se mostre atualmente, para uma enorme parcela da população brasileira, o uso da ferramenta ainda é um sonho distante. Abre conta em corretora, acessa o site, escolhe qual o melhor título, o vencimento, etc etc etc … Para esta parte da população (que se bobear é superior a 50%), a coisa é tão “complicada” que tudo torna-se inviável.

Tanto é verdade que existem ~”experts”~ que se aproveitam disso para vender cursos que ensinam como utilizar a ferramenta por quantias módicas. Coisa de “apenas” R$500 … 😯

Se grande parte da população se atrapalha na hora de usar um simples caixa eletrônico, como imaginar que façam uso de ferramentas de investimento mais atrativas ? Não … por enquanto não é este o motivo da “mudança” sugerida pela saída de recursos da poupança. O problema é muito pior … Infelizmente.

É falta de dinheiro, nada mais do que isso

Sim, a falta de dinheiro é o que vem motivando grande parte da população na hora de retirar dinheiro de suas cadernetas de poupança.

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As dívidas afetam mais do que o seu bolso. Elas destroem a sua alma …

60 milhões de brasileiros. Este é um número que impressiona, e é também o número de pessoas que estão inadimplentes com suas contas. 40% da população economicamente ativa está em atraso com suas obrigações financeiras ! 🙁

As causas são as mais variadas: a crise que assola o país, o alto índice de desempregados, a falta de um conhecimento básico dos princípios da Educação Financeira. Os motivos são vários, e não param de crescer. Bem como o número de devedores …

Ao fazermos uma comparação simples, vemos que o desemprego em si não é o único culpado da história. Segundo o IBGE, 11 milhões de brasileiros estão fora do mercado de trabalho após terem perdido seus empregos. Portanto, “apenas20% dos devedores têm esse problema como “justificativa“. Algo simples, como um colchão de segurança ajudaria muito nesta situação. Mas sem uma formação financeira, como proceder ?

Mas não é apenas o bolso que sofre …

Muitos pensam apenas no lado financeiro da coisa. Graças às dívidas, todos perdem. Consumidor e empresas. O consumidor por ver os números crescendo com o passar do tempo, e não quitação das dívidas. (graças aos juros cobrados na forma de multa) Já as empresas, sofrem com a falta de dinheiro que as movimenta. Sem dinheiro para gerenciar suas operações, sem veem obrigadas a demitir ou a recorrer a empréstimos para tocar suas atividades. Perdem dinheiro, por conta das taxas cobradas pelos bancos nestes empréstimos, e perdem suas mais importantes ferramentas de trabalho, seus funcionários.

Percebeu que sempre falamos do lado financeiro da coisa ? Nos lembramos apenas do custo financeiro das dívidas crescentes. De quanto custará ao endividado encerrar esta falta. Seja o valor da dívida em si, seja o valor das multas. Apenas o $$$ tem espaço nesta hora.

Mas e o lado psicológico e emocional destas pessoas, como fica ? Sim … um dos maiores efeitos das dívidas é o ataque direto no emocional delas. Além do problema financeiro em si, quando elas tentam encontrar formas de ter o dinheiro necessário para quitar as dívidas, um sentimento de derrota afeta o psicológico da grande maioria …

casal com dívidas 720

Você pode reparar: a maioria das pessoas que enfrentam este problema acabam tendo um “ar” de derrota ao seu redor. Por mais que elas tentem, tudo parece conspirar contra elas. Tudo parece impedir que consigam encontrar uma solução para o problema.

Parece que o efeito psicológico que as dívidas exercem na mente de um endividado é do tipo bola de neve. Vai crescendo, crescendo e crescendo. Algo como uma realimentação constante da fonte de problemas.

Enquanto ela fica preocupada com a dívida, ela (muitas vezes) não consegue pensar em uma alternativa para encontrar o dinheiro para quitá-la. Não consegue parar para pensar de que forma agir para interromper o processo de crescimento dela, quanto mais de como acabar com ela.

Parece que as dívidas têm o poder de drenar sua energia, de destruir sua alma aos poucos. Você vai se sentindo um derrotado a cada instante que não consegue ver um fim para aquela situação. Não é a toa que vemos tantas e tantas pessoas levando o sentimento de derrota ao extremo: quantas pessoas que tentam se suicidar têm como principal motivo os problemas financeiros ? 🙁

É uma pena que justo neste momento as pessoas que costumavam estar ao seu redor “sumam”. Seriam justamente elas que poderiam lhe dar o apoio necessário para seguir em frente, para continuar na batalha. Mas, muitas vezes, por medo de precisarem oferecer alguma ajuda de ordem financeira (e acreditar nunca mais poder recuperar o dinheiro), se afastam e impedem qualquer apoio psicológico.

Educação Financeira

Infelizmente este é o tipo de problema que uma formação de base, do tipo que a maioria não tem acesso, ajudaria muito. Conceitos básicos de finanças ajudariam, e muito, a solucionar as causas do problema. Um colchão de segurança serviria para os primeiros momentos de ausência de grana (vinda do salário). O conhecimento dos tipos de gastos que formam o seu orçamento. A distinção entre o que é realmente necessário e o que é apenas desejo.

Este é o tipo de coisa que, idealmente, as pessoas precisam adquirir antes de enfrentar um problema como esse. Como dito, durante a crise, a mente está “focada” no problema em si (seja a falta de dinheiro ou a busca por um novo emprego), dificilmente conseguirá se concentrar em outra coisa, como propostas de solução para o problema como um todo, um pedaço de cada vez. É justamente nestas horas que uma orientação ajuda. Que uma palavra amiga faz a diferença. Mas onde encontrar isso ?

Não preciso lembrá-los de que o Clube está aqui, dentre outros motivos, justamente para isso. Não é mesmo ? 😀

Mas o pensamento da maioria ainda é: “Não preciso disso agora, quando o problema surgir, pode deixar que vou atrás de uma solução“. Perder tempo enquanto tudo está bem, especialmente a cabeça, em busca de informações e conhecimento que ajudarão nos piores momentos ? Pra quê ? Isso nunca vai acontecer comigo

Se você está enfrentando este problema, neste momento, fique tranquilo. (dentro do possível, é claro) Somente desta forma a sua cabeça poderá entrar nos eixos e as propostas de solução surgirão em sua mente. Sei que é difícil, com o problema correndo atrás de você, a única coisa que se pensa é fugir dele, e não em como destruí-lo. É a estratégia mais básica de todas em ação: o instinto de sobrevivência falando mais alto.

Conforme você vai conseguindo sobreviver às dívidas, vai torcendo para que uma solução surja em seu caminho. Pois imagina que se você parar para pensar em como solucioná-lo, pode acabar sendo devorado pelo problema em si.

Se você está enfrentando este problema, sinta-se livre, e a vontade, para entrar em contato conosco. Certamente poderemos lhe ajudar de alguma forma. Nem que seja oferecendo uma palavra amiga, algo que possa lhe confortar a alma. 🙂